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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

AVIVAMENTO & AUTO-EXAME | Pr. Glauco Barreira M. Filho | Ref. Dia: 18.11.2016

Imagem Ilustrativa
“... Pode esperar-se um avivamento religioso quando os cristãos se empenham em confessar seus pecados uns aos outros em vez de fazê-lo de modo geral. Para isso, é crucial que, por um lado, os pastores adotem uma atitude decidida. Aconteça o que acontecer, eles devem estar dispostos a denunciar os pecados da congregação e condená-los publicamente, preparados para seguir trabalhando ainda que percam o afeto dos impenitentes, deixando tudo nas mãos de Deus. Por outro lado, é necessário que cada membro em particular faça um exame de consciência” (CHARLES FINNEY)

            Para haver um avivamento, é preciso que haja consciência sensível, confissão de pecado, quebrantamento e arrependimento. A fim de alcançar esse resultado, os pastores e pregadores devem começar por suas próprias vidas. Devem fazer auto-exame e fazerem confissão. Também devem se distanciar de tudo que é duvidoso, bem como de tudo que tenha proximidade com o pecado ou aumente as tentações. Depois disso, os pregadores devem “abrir fogo’, isto é, pregar contra o pecado para crentes e incrédulos. Não devem falar com linguagem vaga, mas devem chamar o pecado pelo nome.
         Precisamos de profetas que falem com a veemência de um João Batista ou de um Savonarola. É preciso também que os crentes assumam individualmente a sua responsabilidade pessoal, fazendo um auto-exame. Charles Finney disse:

“O auto-exame consiste em contemplar nossa vida, considerar nossas ações, buscar no passado e ver qual é o nosso verdadeiro caráter...o arrependimento deve aplicar-se a cada pecado em particular, um a um, e para isso temos de nos recordar [...] Que este trabalho de arrependimento e plena confissão, este quebrantamento diante de Deus tenha lugar, e, então, adquiriremos o espírito de oração em abundância... a razão pela qual tão poucos cristãos conhecem o espírito de oração é porque nunca se dão ao trabalho de se examinar devidamente e submeter seus corações dessa forma. Há muita atividade e pouca piedade”

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A CONVICÇÃO DOS ANABATISTAS | Pr. Glauco Barreira M. Filho | Ref. Dia: 09.11.2016

          Algumas pessoas ficam surpresas com a veemência de nossa pregação e com a convicção com que expomos a nossa fé. Num mundo de inconstância moral e incertezas cognitivas, isso pode parecer fanático ou esquisito.
        Eu não gostaria aqui de fazer uma apologia da nossa perspectiva nesses dias sombrios, mas, sim, de mostrar como historicamente essa é a forma de ser dos anabatistas em todas as épocas. Para tanto, escolhi como referencial a obra “O Novo Nascimento” de Menno Simons, um dos mais conhecidos líderes anabatistas do século XVI..

          
            Em relação ao papado, Menno Simons diz:

“Aquele anticristo abominável, corruptor e destruidor novamente está ocupando o seu lugar. Com ele veio o batismo de infantes, a falsa Ceia do Senhor, missas matinais e vespertinas com falsas abluções, confissões, proibições, e assim por diante”
         
          Sobre os padres comenta:

“Assim fazem todos os ministros carnais do anticristo, falsos e servos do próprio ventre que tem ensinado e ainda ensinam uma idolatria vergonhosa, a qual chamam de uma santa religião”

    Sobre a diferença entre os pastores anabatistas e os pastores do protestantismo convencional, escreveu em sua “Confissão”:

“Enquanto eles são saudados como doutores, senhores e mestres por todos, nós temos que ouvir que somos pastores anabatistas em lugares isolados, enganadores e hereges.”

          Não é à toa que Simons foi perseguido por todos os flancos:

“...pois estou sendo caluniado por pregadores de todos os lados” (“Confissão”)

         Acerca dos anabatistas, Simons disse em “O Novo Nascimento”:

“Eles têm a verdadeira doutrina, a verdadeira fé, o verdadeiro amor; eles fazem uso do verdadeiro batismo, a verdadeira Ceia do Senhor e a verdadeira excomunhão daqueles que ensinam e vivem maldosamente, assim como é ensinado e mostrado em muitos lugares nas Escrituras (como em Mateus 7: 15-16; 16:6; Romanos 16: 17-18: I Cor. 4: 3-5: Filipenses 3; 18-19: II Tessalonicenses 3; 6: I Timóteo 6: 3-5: II Timóteo 2: 26-28: 3: 2-7: Tito 3: 10-11: II João 1: 7-11), que dão direção para uma conduta e vida como Deus mandou através de seu amado Filho, Cristo Jesus, nosso Senhor. Com os outros, os que seguem a inclinação da carne, eles não andam mais”.

          Sobre a doutrina cristã que apresenta em seu livro, diz Simons:

“Meus caríssimos, não creiam em mim, mas creiam na Palavra de Deus....Se alguém lhes ensinar alguma coisa contrária àquilo que nós temos mostrado das Sagradas Escrituras, eles lhes enganam e estão colocando almofadas debaixo de seus braços e travesseiros debaixo de suas cabeças.”

         No final do livro, conclui:
“Prezado leitor, se você permitir que Cristo Jesus o julgue de acordo com sua santa Palavra, você poderá reconhecer e confessar esta epístola como sendo a verdade”

domingo, 6 de novembro de 2016

Casamento Responsável | Pr. Glauco Barreira M. Filho | Ref. Dia: 06.11.2016

“Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. PORQUE NUNCA NINGUÉM ABORRECEU A SUA PRÓPRIA CARNE; ANTES A ALIMENTA E SUSTENTA, COMO TAMBÉM o Senhor à igreja” (Efésios 5: 28, 29)

            O versículo acima deixa claro que é responsabilidade do homem alimentar e sustentar a mulher como cada um faz com a sua própria carne e o Senhor faz com a sua igreja. O casamento no qual o homem não sustenta a casa pelo trabalho fere a lei natural e prejudica aos olhos do mundo a imagem do relacionamento que há entre Cristo e a igreja.
          É claro que pode acontecer de o homem perder momentaneamente o seu emprego e a mulher ajudá-lo a manter a casa nesse período, mas é inaceitável que um homem case desempregado. O casamento é sagrado e deve ser levado a sério. Não é uma brincadeira ou aventura.

“Venerado seja entre todos o matrimônio....” (Hebreus 13: 4)
          Antes de criar a mulher, Deus pôs o homem “no jardim  do Éden para o lavrar e o guardar” (Gênesis 2: 15). Como líder do lar, é o homem que deve manter a casa, sendo a mulher apenas a sua “ajudadora” (Gênesis 2: 18).
          Casamento com irresponsabilidade é pecado grave, é sacrilégio, uma vez que o matrimônio é sagrado e espelha o relacionamento sóbrio que Cristo tem com a sua igreja.
          Ninguém deve casar pelo prazer do sexo ou para se livrar de problemas na casa dos pais. O casamento estruturado requer preparação. Tal preparação deve ser espiritual, psíquica (para ser pai, esposo e líder) e TAMBÉM ECONÕMICA:

“Prepara fora a tua obra, e apronta-a no campo, e então edifica a tua casa” (Provérbios 24: 27)

          Se a igreja não quer famílias desajustadas nem lares destruídos, deve agir com rigor em relação aqueles que casam irresponsavelmente!


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Quem São os Anabatistas? | Pr. Glauco Barreira M. Filho | Ref. Dia: 01.11.2016

“O ANTIGO QUE SE FAZ NOVO
QUEM SÃO OS ANABATISTAS?
Por: Rev. Glauco Barreira M. Filho


       Nos séculos II e III, após grandes perseguições sofridas pelos cristãos, muitos que, não apenas haviam negado a fé, mas delatado os irmãos e servido aos perseguidores, desejaram voltar para a igreja. As igrejas acomodadas pela tranqüilidade gozada após a perseguição, tendo perdido muito do seu zelo antigo, receberam esses apóstatas sem maiores exigências. À época, algumas comunidades cristãs, principalmente da África, afirmaram que o comportamento dos que haviam traído os irmãos evidenciava que eles não eram discípulos verdadeiros. Como a fé e a conversão genuína eram condições para o batismo nas águas, essas comunidades consideravam o anterior batismo dos traidores da fé como inválido. Com isso, as comunidades zelosas exigiam um novo batismo dessas pessoas, após demonstrado genuíno arrependimento. Em razão dessa exigência, foram chamados de “anabatistas” (rebatizadores). Para os anabatistas, todavia, não era o caso de batizar novamente tais pessoas, mas de lhes dar um genuíno batismo, caso, de fato, estivessem arrependidas e convertidas.


         Naquelas circunstâncias, grande parte da cristandade considerou o “anabatismo” como um movimento separatista. Convém, entretanto, lembrar que os grandes mártires desse período estavam entre eles (como foi o caso histórico das mártires Perpétua e Felicidade). Irineu, famoso pai da igreja, embora não estivesse oficialmente em suas fileiras, defendeu os anabatistas, reconhecendo-lhes o zelo pela Palavra. Já Tertuliano, o maior mestre da igreja de então, ingressou na comunidade dos anabatistas e se tornou seu grande apologista.
       Para os anabatistas, eles não eram uma ruptura, mas, sim, a continuidade linear e histórica da igreja apostólica. Desde então, eles mantêm sua continuidade no tempo em sucessão ininterrupta. Os anabatistas foram chamados de donatistas à época em que Constantino começou o processo de institucionalização romana da cristandade. Foram eles que resistiram à aliança entre a igreja e o império, sofrendo duramente por isso.

     Na Idade Média, os anabatistas foram conhecidos principalmente como paulicianos e valdenses. Hoje em dia, muitos historiadores compreendem que os valdenses não podiam ser um grupo religioso fundado por Pedro Valdo, pois o nome “valdense” aparece em documentos anteriores ao nascimento de Pedro Valdo. Na verdade, Pedro deve ter sido chamado de “Valdo” porque era valdense e não o contrário. O termo “valdense” vem de duas palavras que foram unidas em contração: uma significa “vale” e a outra significa “denso”. A expressão “valdense” referia-se aos lugares onde eles se escondiam dos perseguidores.




        Com a perseguição, os valdenses ficaram sem seus líderes, pois eles foram martirizados. Para não deixarem de ouvir a palavra de algum modo, compareciam às missas católicas a fim de ouvir a leitura bíblica feita pelo padre. A frequência ao culto católico fez com que abandonassem grande parte de suas características (entre elas, o batismo adulto), mas alguns deles, com outros nomes (arnaldistas, bogomilos), mantiveram acesa a chama da verdade. O livro “O Espelho dos Mártires”, escrito durante o período da Reforma por um anabatista, salienta a continuidade da verdade em meio a muitas provações e perseguições.
           Durante a Reforma, os anabatistas apareceram em diversos lugares. Enquanto Lutero e Calvino faziam a Reforma em lugares específicos, os anabatistas apareciam em grande número em vários lugares, o que levou os historiadores mais atentos a reconhecer que eles não eram originários da Reforma, embora tivessem ganhado impulso com ela. A Reforma produziu novos líderes para os anabatistas. Alunos do reformador suíço Zuínglio romperam com ele e aceitaram as convicções anabatistas, tornando-s seus grandes líderes no século XVI. O mesmo aconteceu em outros lugares.
         É importante aqui salientar que não se deve confundir os anabatistas com os “espiritualistas exaltados” que surgiram durante a Reforma. Esses últimos são fruto da crise européia do século XVI. Muitos reformadores quiseram associar os anabatistas com os “espiritualistas”, mas o fizeram equivocadamente. Os primeiros eram pacifistas e os segundos eram revolucionários.
        Os anabatistas existem até hoje. A Igreja Batista Renovada Moriá é anabatista. Nem todos os batistas são anabatistas. Há um amplo movimento batista procedente do calvinismo puritano inglês. Os anabatistas distinguem-se deles por não aceitarem qualquer aproximação entre a igreja (ou os crentes individuais) e a política partidária.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

“O ANTIGO QUE SE FAZ NOVO
Arrependimento
Por: Rev. Glauco Barreira M. Filho

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos... “ (Atos 3: 19)

   Uma das palavras mais mencionadas no Novo Testamento é “arrependimento”. Arrepender-se significa mudar de visão ou de perspectiva de vida. Literalmente quer dizer “mudar de mente”. Em Atos 3: 19, Pedro enfatizou ainda mais essa questão quando somou à expressão “arrependimento” a expressão “conversão”. Sem arrependimento, não há fé legítima, não há salvação. O arrependimento é a infraestrutura da fé, seu alicerce.
     Quem se arrepende, produz novos frutos (Mateus 3: 8), confessa os seus pecados a quem feriu ou publicamente a todos (Mateus 3: 6). Quem se arrepende, se compromete com a mudança. O batismo, por exemplo, é um selo de compromisso (Mateus 3: 6).

     Aquele que se arrepende sente vergonha pelos seus pecados (Romanos 6: 21, 22), abomina o mal (Romanos 12: 9; Judas 23; Mateus 5: 29, 30). Quem se arrepende, extirpa a chaga do coração (mágoa, ressentimento, amargura, malícia, maledicência, ira, ciúme, inveja, espírito faccioso).

     É possível alguém sentir contrição pelos pecados através do Espírito Santo e não se converter. É possível experimentar os poderes do mundo vindouro sem conversão (Hebreus 6: 1-8). Muitos que não se arrependeram alegarão no dia do juízo que falaram em línguas ou profetizaram na vida terrena, mas não serão ouvidos (Mateus 7: 21-23).

     Arrependimento não é remorso pelos pecados cometidos, mas é atitude resoluta contra eles. Arrependimento não é lamentação pelas conseqüências do pecado, mas repúdio pelo mal intrínseco a ele.

     O arrependimento envolve um “de” e um “para”. Nós nos arrependemos dos pecados para servir a Deus ( I Tessalonicenses 1: 9, 10). Quem se arrepende, volta-se para Deus. Passa a amá-lo de todo o coração, alma, força e entendimento. Não salvação sem um amor fervoroso a Cristo. O crente não é alguém que vive envolvido em “política de igreja”. Seus assuntos não são problemas eclesiásticos ou administrativos. Sua preocupação não é com a estrutura do templo ou com a existência de programações interessantes para sua sociabilidade sensitiva. O crente também não vive de um legalismo estéril. Ele ama a doutrina na medida em que ela entroniza Cristo. Sua linguagem sobre assuntos bíblicos não é acadêmica, mas devocional. Ele fala de Jesus e não dos outros.

   Ser crente é amar Jesus e a sua Palavra. É ter um relacionamento vital com o Deus vivo e verdadeiro. É ouvir a sua voz, derramar a alma diante dele. Desejar saber a sua vontade e a ela se submeter sem restrição. Ah... Como eu desejaria ver pessoas que amam a Cristo! Pessoas que não desejam posição, ocupação institucional, oportunidade de ser notado pelos homens, mas apenas a Cristo!


“Desejo conhecê-lo e ao poder da sua ressurreição, e a comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte” (Filipenses 3: 10) 



Ref. Dia 28.10.2016: MEU LOUVOR

         MEU LOUVOR


AO FILHO DE DEUS, o ‘logos’ eterno e arquiteto da criação, em quem todas as coisas têm sua medida e o universo a sua harmonia, aquele de quem deriva a racionalidade humana, sendo a luz que alumia a todo homem que vem ao mundo.
AO CORDEIRO DE DEUS QUE FOI MORTO ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO, o anunciado pelos profetas, simbolizado nos signos da lei, a esperança dos pecadores, o desejado das nações.
A JESUS CRISTO, excelso Salvador, o amado de minha alma, meu senhor de quem sou e a quem sirvo, aquele que, apesar de eu chama-lo de Soberano, me chama de amigo, e cujo Espírito habita nos que creem, sendo sua voz em nosso interior mais forte que um grito, apesar de harmônica como o rio.
AO DEUS ETERNO, Ser tão real que não pode não ser, evidenciado pelas coisas criadas, mas de cuja existência o nosso coração dá testemunho antes que os sentidos tragam as informações pelas quais se conclua sua realidade.
AQUELE QUE ESTÁ MAIS PRÓXIMO DE NÓS DO QUE NÓS DE NÓS MESMO, POIS AO ENCONTRÁ-LO É QUE NOS ENCONTRAMOS.
AO AMIGO MAIS CHEGADO QUE UM IRMÃO, o qual não apenas está comigo, mas em mim, e não apenas por alguns momentos, mas ininterruptamente.
ÀQUELE QUE ME PREPARA UM BANQUEE NO DESERTO E FAZ MEUS INIMIGOS PRESENCIAREM.
ÀQUELE DE QUEM SOU PRISIONEIRO E DE CUJO JUGO NÃO QUERO FICAR LIVRE.
DO MAIS INDIGNO DOS SEUS SERVOS.

Glauco Barreira Magalhães Filho

Publicada pelo Jornal Trombeta de Sião
(Ano 1 - Jornal 5 - em Novembro de 1997 )

sábado, 15 de outubro de 2016

Ref. Dia 15.10.2016: OUVINTES NÃO RENASCIDOS

“O ANTIGO QUE SE FAZ NOVO”
Por: Rev . Glauco Barreira M. Filho
OUVINTES NÃO RENASCIDOS
“E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer; e a sua palavra não permanece em vós, porque naquele que ele enviou não credes vós” (João 5: 37-38).
Jesus, assim como João Batista, tinha muitos fariseus entre os seus ouvintes diários. Os fariseus, porém, não eram seguidores reais nem de João Batista nem de Cristo. João Batista desconfiava dos motivos dos fariseus que se apresentavam para o batismo:

“E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que VINHAM AO SEU BATISMO, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi, pois, FRUTOS DIGNOS DE ARREPENDIMENTO” (Mateus 3: 7-8).
Os fariseus ficavam revoltados quando Jesus questionava-lhes a veracidade da condição perante Deus:
“...Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de prostituição; temos um Pai, que é Deus.” (João 8: 41).
Jesus somente os reprovou depois que eles ouviram bastante. A partir daí, Jesus não poderia mais tratá-los como servos de Deus, visto que não haviam correspondido à luz que tinham recebido:
“SE EU NÃO VIERA, NEM LHES HOUVESSE FALADO, NÃO TERIAM PECADO, MAS, AGORA, NÃO TÊM DESCULPA DO SEU PECADO.” (João 15: 22)
Apesar de ouvirem tantos sermões bombásticos de Jesus contra o pecado, os fariseus continuavam no erro, pois “a SUA PALAVRA NÃO PERMANECE EM VÓS” (João 7: 38). Apesar de os fariseus estarem sempre ouvindo Jesus, o Senhor lhes disse o seguinte sobre a voz de Deus: “VÓS NUNCA OUVISTES A SUA VOZ” (João 5: 37).
Jesus disse que os fariseus examinavam a Escritura, mas o problema era que para eles o que importava não era a Bíblia, mas, sim, o que eles QUERIAM ou NÃO QUERIAM:
EXAMINAIS as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam. E NÃO QUEREIS vir a mim para terdes vida” (João 5: 39-40).
Paulo fala de mulheres néscias “que aprendem sempre e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles”(II Timóteo 3: 7-9). Pedro menciona falsos cristãos que “falam de liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. PORQUE DE QUEM ALGUÉM É VENCIDO, DO TAL FAZ-SE TAMBÉM SERVO” (II Pedro 2:19).
É triste sabermos que há pessoas que nos ouvem a muitos anos, mas não entenderam nada do que falamos, não compartilham conosco os verdadeiros princípios cristãos de vida. Julgam-se crentes, mas nunca conheceram a Cristo.
“E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, SOFREDOR; instruindo com mansidão os que resistem, a ver se, porventura, Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade e tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em cuja vontade estão presos” (II Timóteo 2: 24-26)

SOLI DEO GLORIA.