terça-feira, 9 de abril de 2019

O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: PEDRO NÃO FOI PAPA (PARTE I)


PEDRO NÃO FOI PAPA (I)

Quando Jesus perguntou aos seus discípulos QUEM eles diziam que ele era, Pedro, tomando a palavra, falou em nome de todos, dizendo: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16: 16). Nesse momento, nos evangelhos de Marcos e Lucas, a narrativa desse diálogo termina. Mateus, por sua vez, registra as palavras que Jesus disse a Pedro em seguida a isso. Os outros evangelistas não registram a narrativa subseqüente de Mateus porque ela não acrescenta novas informações teológicas, antes, tão somente confirma a confissão de Pedro.
               Mateus diz que Jesus felicitou Pedro pela confissão acertada que fizera, assegurando que ele falara por revelação do Pai (Mateus 16: 17). Depois disso, Jesus disse:

“Pois também eu te digo que tu és Pedro e SOBRE ESTA PEDRA edificarei a minha igreja...” (Mateus 16: 18).

               O nome masculino “Pedro” vem de “petros” (grego), que significa “fragmento”, mas “pedra”, termo feminino, vem de “petra” (grego), que significa uma grande rocha. Jesus disse que, apesar de Pedro ser apenas um fragmento, a sua confissão (ou aquele a quem ele confessara) era uma rocha. A “pedra” era a confissão de Pedro (a divindade de Cristo) e não o próprio Pedro. Se Jesus quisesse dizer que a pedra era Pedro, ele teria dito: “sobre TI edificarei a minha igreja”.
               Pedro, inconstante, jamais poderia ser o sustentáculo da igreja. No mesmo capítulo 16 de seu evangelho, Mateus narra:

“E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreende-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso. Ele (Jesus), porém, VOLTANDO-SE, DISSE PARA PEDRO: PARA TRÁS DE MIM, SATANÁS, QUE ME SERVES DE ESCÂNDALO...” (Mateus 16: 22, 23).

               O próprio Pedro disse que Jesus era a “pedra” (Atos 4: 11, 12; I Pedro 1: 4, 6, 7). Paulo diz que “a pedra era Cristo” (I Cor. 10: 4) e que “ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (I Cor. 3: 11).
               Paulo diz explicitamente que Jesus é a pedra sobre a qual a igreja está edificada:

“...de que JESUS CRISTO É A PRINCIPAL PEDRA DA ESQUINA; NO QUAL TODO EDIFÍCIO, BEM AJUSTADO, CRESCE PARA TEMPLO SANTO NO SENHOR, NO QUAL TAMBÉM VÓS JUNTAMENTE SOIS EDIFICADOS PARA MORADA DE DEUS NO ESPÍRITO.” (Efésios 2: 21-22)

Pr. Glauco Barreira M. Filho


segunda-feira, 1 de abril de 2019

"O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO": Reflexões cristãs para um mundo pós-moderno


MARIA E A ERUDIÇÃO CATÓLICA

Pr. Glauco Barreira M. Filho

            Nós, evangélicos, amamos Maria, mãe de Jesus, como nossa irmã em Cristo, mas não a consideramos como “Mãe da Igreja” nem a invocamos para solução dos nossos problemas ou para melhorar a nossa condição eterna diante de Deus.
            Nós achamos estranho que os católicos invoquem Maria (ou qualquer santo), pois praticamente todas religiões entendem que somente Deus é o destinatário das orações e do culto. Era ilógico até para os pagãos cultivar uma devoção religiosa para com alguém que não fosse divino em algum grau. Pensar diferente em um contexto monoteísta seria um retrocesso.
            Acredito que todos os evangélicos têm a curiosidade de saber até que ponto os eruditos católicos sabem da gravidade de seu erro. Para exemplificar um caso, eu gostaria de citar trechos de um livro católico publicado pela Editora Paulus. Para revelar a minha ausência de preconceitos, confesso que adquiri esse livro em uma livraria católica que da qual sou “freguês”. Trata-se da “História das Heresias” de Roque Frangioti (Pós-graduado na Fac. N. Sra. Da Assunção em SP, Ex-Diretor do Instituto Teológico São Paulo – ITESP, Doutor pela Universidade de Ciências Humanas de Estrasburgo-França, Autor de vários livros pela Editora Paulus). Não farei comentários. A conclusão será do leitor. Eis as citações:

            “Até o século V, não havia ainda um culto oficial a Maria, mãe de Jesus... Até então, para muitos pais da igreja, o título ‘mãe de Deus’ não se podia fundar biblicamente. Ao contrário, certos textos bíblicos não favoreciam nenhum culto ou fundamento histórico a um culto mariano. Em Mt 12, 48-49, por exemplo, parece haver um rompimento em termos de parentesco carnal, relativizando a maternidade carnal de Maria para dar ênfase ao parentesco espiritual entre os membros da comunidade. Em Lc 11, 27-28, não se elogia Maria por ser, propriamente, a mãe de Jesus, mas como aquela que crê e pratica a vontade de Deus.” (p. 123)

            “A proclamação do dogma da maternidade divina, na cidade de Éfeso, parece ter um significado profundo e está ligado a UMA TRADIÇÃO PAGÃ muito antiga. Dizem os historiadores que o povo aguardava, ansioso, junto à basílica, o encerramento do concílio. Quando se soube que os bispos conciliares reconheceram Maria como verdadeira Mãe de Deus, o povo saiu jubiloso pelas mesmas ruas em que, quatro séculos antes, havia-se produzido um grande tumulto contra o apóstolo Paulo porque este se opunha a devoção pagã, ao culto da deusa-mãe Ártemis... A cidade que outrora havia adorado a deusa-mãe Diana-Ártemis, cujo templo em Éfeso estava entre as maravilhas do mundo, agora acompanhava os bispos conciliares com tochas acesas, em meio aos aplausos e aclamações de alegria.” (p. 135)

            “A partir de Éfeso, Maria se torna a ‘deusa’ da fecundidade, do amor, da beleza, da virgindade, a criatura mais nobre de todas que a história conhecera. Em certas épocas, Maria ameaçou tomar o lugar do Filho no coração de muitos fiéis. Epifânio nomeia uma seita Mariana, os Colliridiani, declarando que seus adeptos celebravam, em nome de Maria, um culto constituído pela oferta de pão sem fermento (cf. Ancoratus, XIII, 8). Em Haereses 78, 23; 79.1, explica Epifânio que se trata de uma seita feminina ativa na Arábia, pelos fins do século IV, que venerava a Virgem Maria como uma divindade; e em tal seita se comungava uma vez por ano com o pão que lhe era oferecido sobre o altar.
            “Sua vida se cercou de muitas lendas sobre seu nascimento, sua consagração no Templo, ainda como criança, sua ASSUNÇÃO corporal ao céu. O calendário litúrgico foi-se enriquecendo de festas em sua honra. Foi-lhe consagrado um dia por semana, o sábado. Depois, o mês de maio. Acrescentou-se, posteriormente, o mês de outubro.
            “Estudiosos sugerem que tem significação associativa muito forte o fato de também a deusa egípcia Ísis ser venerada como Mãe Universal e Rainha do Céu, e seu culto, que perdurou até o século VI, ter sido o mais poderoso rival que o cristianismo teve de enfrentar na competição por prosélitos, no Egito helenístico. Pesquisadores da arte egípcia foram despertados e sensibilizados pelo fato surpreendente de que as representações gráficas e esculturais de Ísis mostravam-na segurando, no colo, o filho divino Horo, o que se tornou a figura clássica da Madona e seu ‘bambino’ na arte cristã.” (p. 136).

sábado, 30 de março de 2019

O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: EVANGÉLICOS MIMADOS

EVANGÉLICOS MIMADOS

Pr. Glauco Barreira M. Filho

            Uma criança mimada não aceita ser contrariada. Quando isso acontece, ela reage indo para o outro extremo. Se os pais não fazem o que elas querem, então, elas odeiam os pais. Se faltar uma coisa na comida que elas gostariam de comer, então, elas não comem nada.
            Todos conhecemos a tentativa de Francis Schaeffer de conciliar o intelecto e a fé. Ele fundou o L’ Abri na Suíça para apresentar o evangelho aos intelectuais questionadores. Em sua vida, Francis Schaeffer foi fiel aos princípios evangélicos. As suas respostas fundamentais foram bíblicas. Ele, entretanto, adotou um estilo de vida que objetivava atrair os intelectuais “mauricinhos”: cabelo mal cortado, cavanhaque, informalidades, roupas joviais... Ele não percebia que uma cultura mundana está impregnada de idéias mundanas.
            Eu procuro ensinar a meu filho que não use o boné ao contrário e evite jogos eletrônicos. Eu sei que a cultura secular não é inocente e valores negativos se transmitem pela forma de vestir, de brincar, etc. Não quero impedir meu filho de ter uma boa infância. Antes, procuro todas as alternativas aceitáveis para lhe proporcionar prazer. No entanto, mantenho-me vigilante e procuro conhecer os valores que se encarnam na cultura secular que o rodeia.
            O filho de Francis Schaeffer, Frank Schaeffer, dentro do contexto de vida que lhe proporcionou o pai, foi mais um amante das artes do que do evangelho. Ele revoltou-se porque os evangélicos não apreciavam tanto as suas obras de arte como os incrédulos. Hoje, ele não é mais evangélico. Ele tornou-se membro da Igreja Católica Ortodoxa Grega! Afinal de conta, os ortodoxos gregos são conhecidos pelo seu amor à arte e à iconografia (para não dizer idolatria).
Henry Newman foi um dos mais eminentes teólogos e pregadores protestantes (anglicanos) do século XIX. O seu gosto pela filosofia e pelas formalidades cerimoniais não foi bem compreendida pelos protestantes. Em reação a isso, ele tornou-se católico romano.
            Eu sei que muitos leitores estão espantados com essas notícias, mas é isso que tantos outros estão fazendo agora. Quantas pessoas não estão abandonando a igreja doutrinariamente mais correta por outras que tem um coral mais bonito, um ambiente mais “socialmente ajustado”, um espaço para fazer de seus filhos os grandes músicos de amanhã. Embora a mudança de igreja aqui seja dentro do cenário evangélico, as prioridades são as mesmas de quem deixou a igreja evangélica pela igreja católica ortodoxa grega ou pelo catolicismo romano!
            Há um pastor em nossa cidade que se divorciou de sua mulher e casou com outra contra a orientação de sua denominação (que hipocritamente tem muitos obreiros oficiais vergonhosamente na mesma situação). Ao se desagradar da reprimenda, fundou a sua própria igreja com o mesmo nome, mas não com o mesmo sobrenome. Em sua mágoa, procurou os empresários para lhe financiar uma mega-igreja. Agora, ele tenta ser o líder da denominação no Ceará, fazendo uma grande revanche. Do outro lado, o novo líder da denominação de onde ele saiu, procura evitar um êxodo de obreiros para a igreja do concorrente, dilapidando o patrimônio da igreja, ou seja, remunerando todos os obreiros (músicos, tiradores de ofertas, professores de Bíblia, dirigentes musicais...).
            Estamos em um cenário marcados por homens que querem aparecer. Uns querem ser o grande artista evangélico, outros querem ser o grande filósofo evangélico, outros querem ser o grande líder (empresário da fé) evangélico... Ai se não conseguirem!Não sabemos o que vai acontecer! Eles são “mimados” (não por Deus)!!

quarta-feira, 27 de março de 2019

O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: CATÓLICOS, HUMANISTAS, PROTESTANTES E A TEORIA DA EVOLUÇÃO


A teoria da evolução de Darwin tem sido bem aceita por católicos, humanistas e protestantes liberais (modernistas).
            Conforme se pode depreender dos pronunciamentos papais a favor da teoria evolucionista, o catolicismo abraçou o darwinismo. Isso interessa ao catolicismo porque a aceitação da evolução leva a uma necessidade de alegorização do texto do Gênesis, tornando o seu sentido extremamente complexo.
Uma das grandes divergências entre o catolicismo e o protestantismo ortodoxo foi a questão da clareza da Escritura. Os protestantes asseveravam no século XVI que todos poderiam examinar livremente a Escritura para encontrar a verdade porque a Escritura era clara. A igreja romana rejeitava a clareza da Escritura, defendendo sua complexidade e a necessidade da interpretação alegórica. Segundo ela, o sentido oculto das Escrituras só pode ser desvendado pela “igreja” papal, a qual conhece uma pretensa tradição oral que serve de chave para abrir o sentido.
Uma das grandes refutações à teoria da evolução é a defesa de políticas de preservação de espécies em extinção. Se os mais fortes devem prevalecer, porque se deve proteger os mais fracos? A explicação de alguns é que o homem evoluiu até o ponto de se tornar o responsável pela continuidade do seu próprio processo de evolução, bem como dos demais seres vivos. Nesse caso o homem, sem um criador, se torna o administrador do mundo, ou seja, se transforma em Deus. É por essa divinização do homem e pela exclusão de Deus que o humanismo secular abraça a teoria da evolução.
Os protestantes liberais ou apóstatas são aqueles que se desviaram dos princípios da Reforma do século XVI para abraçar um “cristianismo acadêmico”. Eles sujeitam o sentido da Escritura às ciências seculares, fazendo, inclusive, crítica da validade dos documentos sagrados e de suas narrações. Para conciliar o Gênesis com a teoria da evolução, os liberais dizem os evolucionistas (ateus na sua maioria) irão dizer que sentido se deverá dar as informações contidas no Gênesis.
O protestantismo ortodoxo e o fundamentalismo bíblico são hoje os grandes adversários da teoria da evolução. Aceitá-la seria negar a clareza da Escritura e sua auto-suficiência. Para a lógica do protestantismo bíblico, é imprescindível ser contra a teoria da evolução. Por outro lado, ela não se baseia em fatos incontestáveis e nega frontalmente o relato bíblico da criação.
Uma igreja que aceita a teoria da evolução ou não se pronuncia frontalmente contra ela nega sua herança reformada ou fundamentalista.
Não existe protestantismo legítimo conciliável com o evolucionismo!!

Pr. Glauco Barreira M. Filho

segunda-feira, 18 de março de 2019

O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: CIÊNCIA E RELIGIÃO



            Embora seja verdade que, como alguém já disse, a ciência estuda os séculos das rochas e a religião estuda a “rocha dos séculos”, a ciência comprova muitas verdades contidas nas Escrituras Sagradas. Arno Penzias, o ganhador do prêmio Nobel que descobriu a radiação de fundo do suposto Big Bang, disse:

            “Os melhores dados que temos são exatamente os que eu teria previsto, não tivesse eu nada com que prosseguir senão os cinco livros de Moisés, os Salmos, a Bíblia como um todo”.

            É sabido que Charles Darwin, no final da vida, abandonou a teoria da evolução que o tornou famoso para tornar a abraçar o relato da criação. Uma revista cristã alemã explicou o fato, dizendo que Darwin desistiu de procurar o elo perdido entre o homem e o macaco para aceitar o elo achado entre Deus e os homens: Jesus Cristo.
Entre as afirmações que Darwin fez durante a sua vida, eis uma que muito importante:

            “... A extrema dificuldade, ou antes impossibilidade, de conceber este imenso e maravilhoso universo, incluindo o homem, com sua capacidade para olhar muito atrás no passado e muito para dentro do futuro, como o resultado da chance ou necessidade cegas. Ao assim refletir, sinto-me compelido a olhar para a Primeira Causa como tendo uma mente inteligente em algum grau análogo àquela do homem; e mereço ser denominado teísta.”

            O astrofísico Robert Jastrow concluiu:

            “Para o cientista que vive pela fé no poder da razão, a história termina como um sonho ruim. Ele escalou a montanha da ignorância; ele está para conquistar o mais alto pico; quando se agarra à rocha final, é saudado por um grupo de teólogos que estavam sentados ali há séculos”.

Pr. Glauco Barreira M. Filho

domingo, 17 de março de 2019

O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: APRENDENDO COM OS PURITANOS A EDUCAR OS FILHOS JOVENS


“E disse: Um certo homem tinha dois filhos. E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente...E caindo em si, disse: ....Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti... Mas o pai disse aos seus servos:... porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.” (Lucas 15: 11-24)
            Uma das grandes preocupações dos puritanos do século XVII era educar os filhos para terem uma conversão genuína a Cristo. Eles procuravam fazer com que seus filhos não tivessem falsas esperanças de conversão.
            Os puritanos educavam seus filhos para eles terem convicção de pecado e contrição, de modo que, sentindo logo o horror de “pequenos” pecados, se refugiassem em Cristo. Não criam que pudesse haver conversão verdadeira sem uma profunda angústia pelos pecados, acompanhada de um profundo e reverente arrependimento no qual fosse desvelada à fé as riquezas da graça transformadora de Deus.
A leitura do livro “O Peregrino” mostra o cuidado de não se confundir moralidade com conversão. Os puritanos preferiam que seus filhos ficassem no pecado por um tempo para sentirem a necessidade de conversão do que se iludirem na igreja pensando que eram crentes sem que o fossem. No filme “A Jornada”, há um momento em que um sábio professor de teologia assusta seu interlocutor ao dizer que é melhor deixar a pessoa no pecado até que sinta necessidade da graça do que “afastar” a pessoa do pecado por uma moralidade que lhe dê vã esperança.
Hoje em dia, nós vivemos em um período antagônico ao dos puritanos. Pais crentes pensam que devem manter seus filhos na igreja a todo custo, sem se preocuparem com a sua genuína conversão. Para atender a essa demanda do “mercado religioso”, apareceram igrejas oferecendo toda sorte de entretenimentos. Além do clube do Bolinha (departamento de homens) e do clube da Luluzinha (departamento feminino), há o clube dos jovens e suas várias opções. Há uma quadra de futebol nos fundos da igreja para quem quiser jogar bola, grupo de teatro para quem quer ser artista, grupo de música (para quem quer ser estrela musical), grupo de dança, etc. Além disso, há passeios, reuniões sociais e muito banquete. Tudo dentro de um ambiente burguês com muita conversa oca, fotografias e gozações de preletores que mais parecem animadores de auditório. Tudo isso para ninguém (principalmente os jovens) sair da igreja.
Dentro dessa conjuntura, muitos jovens crescem na igreja (bem ocupados!) e pensam que são crentes. O prejuízo é eterno. Os pais não querem ter a vergonha de ter um filho desviado fora da igreja, antes, preferem que estejam desviados dentro da igreja. O grande problema é que esses jovens pensam que são crentes e não procuram conversão. Todos os chamam de irmãos, os saúdam como cristãos, e qualquer psicólogo ou sociólogo sabe que a pessoa costuma internalizar a identidade socializada.
Até onde se irá para “salvar” um filho? Vamos mudar de uma igreja bíblica para uma liberal, de uma em que predomina a Palavra para uma onde predomina o entretenimento?. Amanhã, a pessoa poderá estar indo para uma que celebra casamento de homossexuais!
O pior de tudo é que quando esses filhos se desviam ficam irrecuperáveis. Evangelizá-los não funciona mais, pois pensam que já foram crentes de verdade (sem o ter sido) e não acharão graça em voltar para onde estavam. Se permanecerem na igreja em razão de uma ocupação (não por Cristo), os estaremos condenando ao inferno.
Sejamos sensatos. Se um jovem não quer permanecer numa igreja fiel, mas preferir outra em razão das oportunidades e entretenimentos, ele não é convertido.
Aprendamos a lição dos puritanos: Ou os nossos filhos em idade de decisão ficam na igreja por amor a Deus (e é nossa responsabilidade cultivar isso ao máximo) ou fiquem nos seus pecados para sentirem o seu gosto de fel e se converterem. Não criemos paliativos, não criemos alternativas intermediárias, não lhes criemos um purgatório. São nossos filhos, por isso devemos pensar no que é melhor para a alma deles. Não devemos procurar agrada-los nem a nós mesmo com aquilo que pode condena-los ao inferno!


Pr. Glauco Barreira M. Filho

quarta-feira, 13 de março de 2019

O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: O TRABALHO SECULAR E O PRECEITO DE DEUS



“E tomou o Senhor Deus ao homem e o pôs no jardim do Éden para O LAVRAR E O GUARDAR” (Gênesis 2: 15)

            O homem foi criado à imagem de Deus e isso incluía o fato de ele ser trabalhador. Jesus disse que tanto ele como o Pai trabalhavam (João 5: 17). Como homem, Jesus era carpinteiro (Marcos 6: 3), um homem “experimentado nos trabalhos” (Isaías 53: 3).

            Em Gênesis, a Bíblia mostra que o homem não deve viver à custa dos outros, mas deve comer o pão no “suor do rosto” (Gênesis 3: 19). Paulo diz aos tessalonicenses o seguinte:

“Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto: que se alguém NÃO QUISER TRABALHAR, NÃO COMA TAMBÉM.” (II Tessalonicenses 3: 10).

Nos dez mandamentos, a Bíblia diz que “seis dias trabalharás” (Êxodo 20: 9).
            Paulo diz que trabalhar é evidência da nova vida:

“Aquele que furtava não furte mais; ANTES TRABALHE, FAZENDO COM AS MÃOS O QUE É BOM...”(Efésios 4: 28).

“NEM DE GRAÇA, COMEMOS O PÃO DE HOMEM ALGUM, MAS COM TRABALHO E FADIGA, TRABALHANDO NOITE E DIA, PARA NÃO SERMOS PESADOS A NENHUM DE VÓS” (II Tessalonicenses 3: 8)

“A ESSES TAIS, PORÉM, MANDAMOS E EXORTAMOS, POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, QUE, TRABALHANDO COM SOSSEGO, COMAM SEU PRÓPRIO PÃO.” (II Tessalonicenses 3: 12).

            Um homem casar sem trabalhar, dependendo dos pais ou da mulher, é um grave pecado, além de ser um ato de irresponsabilidade aos olhos de Deus, da igreja e de qualquer pessoa sensata no mundo.

Pr. Glauco Barreira M. Filho