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sábado, 23 de fevereiro de 2019

MENSAGENS DEVOCIONAIS: FERRO E FOGO


Por
Oswald J. Smith



“O mundo ainda está por ver”, disse D. L. Moody, “o que Deus pode fazer através de um homem totalmente rendido a ele”. Moody era ungido, mas o segredo do seu poder era sua vida rendida a Deus – em outras palavras, seu contato diário com Deus, quando ele recebia uma nova unção para cada nova obra.

Por exemplo, imagine aqui o fogo e ali um pedaço de ferro. Agora, se eu quiser esquentar o ferro, terei de colocá-lo perto do fogo. E se resolver fazê-lo passar por uma experiência inusitada, diferente de tudo que já teve anteriormente, é só lançá-lo rapidamente no fogo, e ficará em brasa.

Mas isso não satisfará sua necessidade de calor para sempre. Ele não poderá dizer: “Agora, finalmente tive uma experiência incrível, sentimentos maravilhosos; estou quente e assim permanecerei para sempre. Daqui para frente, tudo o que entrar em contato comigo também ficará quente”. Nem poderá sair deliberadamente do fogo, acreditando ser autossuficiente, e partir em missão, tomando como certo que toda impureza foi eliminada e que pode agora transmitir seu calor onde quer que vá. Ah, não! Ele logo descobrirá que esfriou novamente e que não tem capacidade alguma de gerar ou transmitir calor.

O que ele deve fazer então? Deve permanecer perto do fogo, pois somente assim poderá receber seu calor. E somente depois disso é que poderá transmitir calor.

Assim é com você, meu amigo. Você pode ter uma grande experiência. Pode receber do fogo divino. Pode ter visões e revelações maravilhosas. Mas a menos que esteja em contato diário com o fogo da presença de Deus, logo estará frio e impotente. Se quiser que a unção permaneça, terá que manter diariamente comunhão e relacionamento com a Fonte da unção. A bênção só pode ser mantida através de constante contato com a Pessoa que abençoa. Não existe um caminho fácil. Eu não conheço nenhuma experiência que dure a vida toda. É preciso pagar um preço. E o preço neste caso é contato diário com Deus. Poucos querem pagá-lo. A maioria busca bênçãos e manifestações. Podem até agonizar e orar. Buscam visões e revelações. Mas aquela espera diária em Deus, que nos firma e estabelece, eles não querem.

Meu amigo, você tem um lugar para encontrar-se com Deus? Você tem tempo? Ou está muito ocupado? Tem observado a Vigília da Manhã, a Hora Silenciosa? Jesus Cristo é real para você? Você o conhece de verdade? Você já teve um encontro com ele, claro que sim. Encontrou-o quando se converteu. Mas, você realmente o conhece? Já se tornou amigo dele? Você o visita regularmente? O que ele significa para você? Eu já tive encontros com muitas pessoas, mas posso dizer que conheço poucas. É preciso viver com alguém para conhecê-lo. Leva tempo para tornar-se amigo. Você separa tempo? Você precisa tirar tempo para andar com Deus.

Você sabia que Deus tem fome por comunhão com seus amigos? Ah, sim! E ele quer encontrar-se com você todos os dias. E se você quiser receber o calor do fogo divino, terá de relacionar-se com ele constantemente, ou, do contrário, esfriará. Para isso, você precisa andar com Deus.

Texto extraído do Jornal Arauto – Ano 28 – nº 01 – Jan/Fev. 2010
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Fonte da imagem: https://www.canadianchristianleaders.org/leader/pauline-vanier-2-2-2/. - Acesso em 23. fev. 2019.

MENSAGENS DEVOCIONAIS: O FOGO DE DEUS

Samuel Chadwick 1860-1932
Por: Samuel Shadwick


O batismo no Espírito é o batismo de fogo. Esse é o milagre de Pentecostes. Ele acende o fogo da alma de Cristo na alma dos homens. Eles recebem, compreendem e reproduzem sua mente, seu coração e sua vida. Seu zelo torna-se o caráter dominante de sua vida. Eles manifestam sua fervorosa devoção à vontade do Pai, sua santa paixão por realidade e retidão, seu zelo consumidor pela salvação dos perdidos. Ele acende uma fervorosa devoção a Deus, uma paixão por retidão e um desejo consumidor de buscar e salvar os perdidos. Vida espiritual incandescente ilumina a mente, energiza todas as faculdades mentais e desperta todo o potencial de compaixão.

Salvação é assunto do coração. Conformidade com convenções exteriores e observação fiel de regras podem produzir um bom fariseu, mas nunca um cristão. É com santa paixão acesa na alma que vivemos a vida de Deus. Verdade sem entusiasmo, moralidade sem emoção, ritual sem alma são as atitudes que Cristo severamente condenou. Destituídas de fogo, são nada mais que filosofia sem Deus, um mero sistema ético e uma superstição. Paixão moral e espiritual é a essência da religião de Cristo.

O fogo não pode fazer concessões. A lógica da paixão é direta, simples e implacável. É impossível para homens inflamados fazerem cálculos friamente. Inspiração despreza dissimulação. As questões são simples quando o coração é intenso. A chama pura de um santo entusiasmo é um guia mais seguro do que a seca luz da razão fria. A segurança da alma está em seu calor. O fogo é a melhor defesa contra corrupção. Se quisermos estar seguros, devemos nos vestir com zelo tal como se fosse uma peça de roupa. Nossa religião está segura somente quando está protegida por “uma muralha de fogo à sua volta”.

É o fogo que prevalece. Durante cinquenta dias, os fatos do Evangelho já tinham sido concluídos, porém nenhuma conversão foi registrada. O Pentecostes registrou três mil almas. A causa que é capaz de incendiar as pessoas consegue também ganhar convertidos. Homens inflamados são invencíveis. O inferno treme quando homens pegam fogo. Pecado, mundanismo, incredulidade e inferno resistem a tudo menos ao fogo. A Igreja é impotente sem o fogo do Espírito Santo. Quando destituída do fogo, nada mais tem valor; quando possui o fogo, nada mais importa. A única necessidade vital é do fogo. Como recebê-lo, onde encontrá-lo, por quais meios retê-lo são as perguntas mais importantes e urgentes do nosso tempo. Uma coisa sabemos: ele vem apenas com a presença do Espírito de Deus, o próprio Espírito do fogo. Somente Deus pode enviar o fogo.

Extraído de The Way to Pentecost (O Caminho para o Pentecostes), de Samuel Chadwick.

Fonte: Jornal Arauto
Ano 31 - nº 01 - Jan/Fev. 2014.





CRISTÃOS FAMOSOS DISSERAM ...


JAMES A. STEWART

James A. Stewart
"O batismo realizado pelo Filho de Deus como está prometido em Atos 1.5, é uma experiência consciente que se realiza numa alma salva quando esta preenche os requisitos divinos. J. Brainerd Taylor, Handley Moule, Andrew Murray, A. B. Simpson, A.J Gordon, A. T. Pierson, Evan Roberts e muitos outros deixaram um legado para a igreja, em seus testemunhos de uma experiência jamais esquecida em suas vidas, quando o Espírito Santo invadiu-lhes o ser tomando inteiro controle. Há milhares de homens e mulheres humildes que também testificam de uma crise definida em suas vidas cristãs quando eles foram “atingidos pelo Poder do Alto”. Quem, porventura, entrando em contato com tais preciosas vidas, não reconheceu algo diferente do tipo comum dos cristãos?"

(Dr. James A. Stewart, evangelista batista mundialmente conhecido. Do seu livro “Heaven’s Throne Gift, págs. 83-84).

J. Brainerd Taylor

Handley Moule

J. A. Gordon

A. B. Simpson

Andrew Murray


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: CONTEMPLAÇÃO DE CRISTO


Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo (ou contemplando), como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” (II Cor. 3: 18).

            O segredo da transformação e do crescimento espiritual é olhar para Cristo e contemplá-lo. Os que não resolveram a questão dos seus pecados, entretanto, não poderão fazê-lo, pois a presença de Deus os confundirá e os atemorizará como fez com Adão após a queda. Os que dizem estar fitando Cristo, mas permanecem com seus pecados inconfessos, estão olhando para um ídolo, para um espectro, para um outro Cristo (II Cor. 11: 4). O prosseguimento nesse auto-engano os endurecerá para sempre, pois Deus permite que creiam na mentira os que não recebem com amor a verdade (II Tessalonicenses 2: 10-12).
            Contemplar a Cristo não é admirar uma projeção de nós mesmos, de nossos interesses e valores. Isso não nos levará a mudança, mas enrijecerá o nosso ego.
            Jesus nunca é como nós esperamos. Ele rejeitou o jovem rico que respeitava a lei e aceitou um publicano cafajeste (Zaqueu) que se arrependeu. Deus rejeitou o rei Saul porque começou um culto antes da hora e não matou todos os que eram do povo inimigo de Israel, mas aceitou Davi que cometeu adultério e homicídio. Ele aceitou Maria que aprendia a seus pés e rejeitou Marta que queria lhe servir. Ele aceitou que uma mulher estragasse um rico perfume para adorá-lo quando o dinheiro conseguido pela venda do perfume poderia alimentar muitos miseráveis. Ele aceitou o sacrifício de Abel e rejeitou o de Caim.
            Somente os que o contemplam o compreendem. É pela Palavra e não pelas nossas especulações que o contemplamos. É pelo Espírito que temos a visão de sua glória. É admirando-o que somos transformados.

“...Crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora como no dia da eternidade. Amém!” (II Pedro 3: 18)

Pr. Glauco Barreira M. Filho

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: APRECIAR E OBEDECER


“Se os demônios pudessem ver o evangelho sem nenhuma relação que interferisse em seu próprio egoísmo, não só veriam que ele é verdadeiro, mas o aprovariam de todo o coração... A razão pela qual os maus e os demônios aborrecem a Deus é porque o vêem relacionado com eles mesmos; seus corações se levantam em rebelião porque o vêem em oposição a seu egoísmo” (CHARLES FINNEY).

            As pessoas mundanas procuram alegar razões intelectuais para não aceitarem o evangelho, mas na verdade, é o seu apego ao mundo e a sua indisposição para o arrependimento que as afasta do evangelho.

            Muitos há que conseguem admirar a beleza e a coerência do evangelho sem que se convertam realmente. Para tanto, eles se abstraem da mensagem. Eles conseguem em um esforço hercúleo apagar a voz da consciência, evitando qualquer aplicação prática e pessoal da mensagem. Aos poucos, essas pessoas vão se tornando cínicas, duras e indiferentes.

            Há pessoas que dizem gostar da sã doutrina e afirmam sua fé nela. Isso, porém, só dura até o dia em que os seus interesses colidem com a mensagem. A partir daí, elas começam a ter “dúvidas” sobre o que afirmaram com tanta convicção. O auto-engano as leva a dizer que estão revendo suas convicções à luz da “maturidade” que adquiriram.

            Há inúmeras pessoas que dizem: “Pastor, eu aprecio muito a mensagem de vocês, mas há um ponto, apenas um ponto em que discordo. Se vocês pudessem deixar de lado esse ponto, então, eu me uniria a vocês!”. Quando observarmos bem, vemos que esse “único ponto” é aquele em que os interesses da pessoa se conflitam com a mensagem.

            Apreciar os aspectos da doutrina de Cristo que não incomoda não é virtuoso. É preciso que prefiramos a vontade de Deus a nossa vontade quando ambas estiverem em conflito.

Pr. Glauco Barreira M. Filho

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: CHAMADOS PARA UMA VIDA DE COMUNHÃO COM DEUS



“...Não temas, porque eu TE remi, chamei-TE pelo TEU nome; tu és MEU” (Isaías 43: 1)

“...Vivo-a na fé no Filho de Deus, o qual ME amou e a SI MESMO se entregou por MIM.” (Gálatas 2: 20).

            A fé bíblica não é apenas uma manifestação da mente, mas, antes, é o salto do coração para Deus. O amor que Deus teve por cada um de nós foi personalizado. Deus não nos amou em massa, mas em individualidade. Se só houvesse você no mundo, Jesus teria vindo para morrer do mesmo modo.
Deus nos conhece pelo nome. Ele lida conosco diretamente por meio de seu Filho, não por meio de supostos mediadores. Em sua onisciência, ele pode olhar para cada um de nós, conhecer nossas aflições e necessidades. Jesus ainda se move de íntima compaixão ao ver o homem sofrer ou se extraviar.
O nosso Jesus chorou diante do túmulo de Lázaro. Ele também chorou pela dureza de Jerusalém. Ele tocou os leprosos e levou em conta o amor de um pai ou de uma mãe pelo seu filho ou filha.
A linguagem da fé é pessoal. Deus quer se relacionar conosco. Crer nele é aceitar o seu amor pessoal por nós.
A oração não é primeiramente um instrumento para pedir coisas a Deus, mas uma via para falar e comungar com ele. O louvor não é apenas música, mas é gratidão e adoração. A Bíblia não é apenas um manual, mas é a boca de Deus.
Precisamos reconhecer a providência de Deus nos acontecimentos, a vocação na profissão, chances de servi-lo em cada oportunidade. Precisamos viver sob céus abertos.
O Espírito Santo é Deus presente. Devemos ouvir sua voz e sentir sua presença.
Não é de mais dinheiro, diversão ou companhia humana que precisamos. Precisamos mais de Deus! Precisamos de Deus com urgência! Precisamos de Deus continuamente!

Pr. Glauco Barreira M. Filho

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: SANTOS ANELOS


“O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (Isaías 1: 3)

Nos dias atuais, a Europa, palco de inúmeros avivamentos espirituais no passado, vive em ateísmo prático. As pessoas não confessam nem negam lá a existência de Deus, elas simplesmente vivem como se Ele não existisse.
Esse tipo de mentalidade também é comum entre nós em círculos universitários mais arrogantes. O que, entretanto, prevalece na América Latina e nos EUA não é a indiferença para com Deus, mas o uso de seu nome para fins pessoais. Entre a indiferença dos europeus e a instrumentalização da figura de Deus feita pelos americanos (em sentido amplo), eu não sei o que é pior.
Através da teologia da prosperidade, as pessoas fazem de Deus um banco de investimento ou uma aposta de sorte. Se as pessoas devem ser amadas e as coisas devem ser usadas (como disse o filósofo Martin Buber), então, Deus foi rebaixado de sua condição de pessoa infinita para ser tratado como coisa pelas pessoas.
Alguns psicólogos falam das vantagens psíquicas de se crer em Deus mesmo que ele não exista. Deus passou a importar como condição de saúde mental, sendo pouco relevante indagar a sua realidade.
A Bíblia mostra que Deus é real. Ele é o eterno EU SOU. Deus deve ser buscado pelo que ele é, não pelo que pode dar. Devemos em tudo dar graças como fez Jô. Devemos amar o ser de Deus como Davi o expressou em seus salmos. O homem só encontrará a Deus se o buscar de todo o coração.
Nós fomos criados para Deus e só nele seremos o que fomos projetados para ser. Sem Deus, a vida humana não tem sentido, principalmente em razão da morte.
Precisamos de uma piedade vital na qual se busque a santidade porque Deus é santo, a justiça porque ele é justo, a pureza porque ele é puro. Precisamos desejar uma profunda comunhão com Deus e não meros arrepios emocionais. Precisamos de mais profundidade, mais realidade, mais peso de glória.
É hora de conhecermos o quebrantamento e a contrição, a meditação contemplativa e o silêncio eloqüente. É hora de reverenciarmos a majestade de Deus, de reconhecermos a autoridade de sua palavra, de tremermos em sua presença.
Não podemos brincar de igreja.  Os aventureiros não podem ser pastores. O cântico não pode se sobrepor à palavra. Os cultos de oração não podem estar vazios. A escola dominical não pode ser superficial.
Nós devemos querer mais de Deus porque Deus quer mais de nós. Devemos esperar mais de Deus porque Deus espera mais de nós!

Pr. Glauco Barreira M. Filho