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quarta-feira, 13 de março de 2019

O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: O TRABALHO SECULAR E O PRECEITO DE DEUS



“E tomou o Senhor Deus ao homem e o pôs no jardim do Éden para O LAVRAR E O GUARDAR” (Gênesis 2: 15)

            O homem foi criado à imagem de Deus e isso incluía o fato de ele ser trabalhador. Jesus disse que tanto ele como o Pai trabalhavam (João 5: 17). Como homem, Jesus era carpinteiro (Marcos 6: 3), um homem “experimentado nos trabalhos” (Isaías 53: 3).

            Em Gênesis, a Bíblia mostra que o homem não deve viver à custa dos outros, mas deve comer o pão no “suor do rosto” (Gênesis 3: 19). Paulo diz aos tessalonicenses o seguinte:

“Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto: que se alguém NÃO QUISER TRABALHAR, NÃO COMA TAMBÉM.” (II Tessalonicenses 3: 10).

Nos dez mandamentos, a Bíblia diz que “seis dias trabalharás” (Êxodo 20: 9).
            Paulo diz que trabalhar é evidência da nova vida:

“Aquele que furtava não furte mais; ANTES TRABALHE, FAZENDO COM AS MÃOS O QUE É BOM...”(Efésios 4: 28).

“NEM DE GRAÇA, COMEMOS O PÃO DE HOMEM ALGUM, MAS COM TRABALHO E FADIGA, TRABALHANDO NOITE E DIA, PARA NÃO SERMOS PESADOS A NENHUM DE VÓS” (II Tessalonicenses 3: 8)

“A ESSES TAIS, PORÉM, MANDAMOS E EXORTAMOS, POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, QUE, TRABALHANDO COM SOSSEGO, COMAM SEU PRÓPRIO PÃO.” (II Tessalonicenses 3: 12).

            Um homem casar sem trabalhar, dependendo dos pais ou da mulher, é um grave pecado, além de ser um ato de irresponsabilidade aos olhos de Deus, da igreja e de qualquer pessoa sensata no mundo.

Pr. Glauco Barreira M. Filho



terça-feira, 12 de março de 2019

O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: ESTUDO E LABOR


           O apóstolo Paulo foi um homem que usou todo seu conhecimento dos clássicos gregos e romanos para criar pontos de conexão com os pagãos a fim de atrai-los para a mensagem do evangelho.
            Pedro era um simples pescador judeu. Ao se converter, todavia, aprendeu a língua grega e nessa língua escreveu as suas cartas, fazendo seu conteúdo legível aos gentios.
            Lutero desenvolveu habilidades na música para compor hinos e aprendeu grego e hebraico para traduzir as Escrituras.
            Percebemos que os grandes homens de Deus dedicaram-se aos estudos, aprimoraram os seus conhecimentos e desenvolveram suas habilidades e talentos. Não fizeram isso pensando em obter glória própria ou em crescer aos olhos do mundo. Não pensavam nisso para adquirirem um bom emprego ou ganhar dinheiro, mas para servirem a Deus em maior número de oportunidades. Por esse motivo é que o conhecimento não foi obstáculo as suas vidas espirituais. Não esfriaram pelo conhecimento e nem perderam a fé, mas criaram mais caminhos para os rios de água viva.
            O crente não deve ser ocioso ou negligente nos estudos. Deve aproveitar cada oportunidade de melhorar ou progredir, mas sempre deve ter em vista a glória de Deus. A glória de Deus não deve ser uma desculpa ou justificativa para a sua ganância ou ambição, mas deve ser a razão de sua vida.
            Joan Metcalf, em sua biografia de Catherine Booth (que se encontra a venda pela Moriá Editora), conta o seguinte sobre os conselhos que Catherine deu a seu esposo, William Booth, o fundador do Exército da Salvação:

            “Catherine incentivou William a melhorar seus talentos. Ele estava tão ocupado que achava difícil estudar. Ela sentia que, se sua posição não lhe permitisse estudar, ele não deveria permanecer nela. Ela o aconselhou como melhor usar seu tempo, a fim de achar uma hora para o estudo. Ele não deveria se preocupar demasiadamente pelo futuro. Ao mesmo tempo, ele devia se preparar para maiores responsabilidades

Pr. Glauco Barreira M. Filho

sábado, 9 de março de 2019

O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: CONTRA A HIPOCRISIA

“Ajuntando-se, entretanto, muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros, começou a dizer aos seus discípulos: Acautelai-vos, primeiramente, do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. Porquanto tudo o que em trevas dissestes à luz será ouvido; e o que falaste ao ouvido no gabinete sobre os telhados será apregoado.” (Lucas 12: 1-3)
            Quando uma multidão ajuntou-se diante de Jesus e perante seus discípulos, o Senhor aproveitou a oportunidade para ensinar seus discípulos a não se corromperem como os fariseus, pois esses religiosos judeus representavam para o povo uma imagem pública diferente da que tinham entre si ou na esfera íntima.
            O fermento dos fariseus é a hipocrisia. Os fariseus enganam o povo, dando interpretações que os favorecem, que levem o povo a homenageá-los. Eles, entretanto, sabem que enganam as pessoas, pois combinam fazê-lo. Vivem de conversas em gabinetes e cochichos privados. São maquiavélicos e mafiosos, orquestram planos e dissimulam. O pior de tudo é que eles fazem essas coisas, mas as negam, dizendo que os outros (não eles) é que estão fazendo isso. Talvez até acreditem sinceramente que os outros estejam fazendo isso, pois as pessoas costumam imaginar os outros sendo como elas mesmas são.
            Jesus disse que os discípulos não deviam ser como os fariseus. Para sua palavra ter impacto, ele disse isso na presença do povo ao qual os fariseus costumavam enganar. Ele confrontou os discípulos com o povo e na presença do povo.
            Jesus também explicou a sentença de Deus contra os hipócritas. Eles serão desmascarados. Alguns serão desmascarados nessa vida, enquanto outros o serão apenas no dia do juízo. O fato, porém, é que todos saberão o que disseram entre si e o que tramaram no íntimo. Naquele dia serão envergonhados.
            “Acautelai-vos do fermento dos fariseus!”

quinta-feira, 7 de março de 2019

AVIVAMENTO ESPIRITUAL - Rosalee Mills Appleby




Ficai, porém, em Jerusalém até que do Alto sejais revestidos do poder. (Lucas 24.49)

Dizia Goforth: “As leis espirituais, que governam uma ceifa espiritual, são reais e verdadeiras como as leis que governam as colheitas do reino material. Vou procurar entender essas leis espirituais e obedecê-las, custe o que custar”.

Não andemos sequiosos, quando o grande rio está perto. Não vivamos derrotadas, quando podemos ser mais que vencedores. Não permaneçamos presos aos lugares estreitos quando Ele pode assentar os pés no monte de Sião ou tirar a alma da prisão.  Não sejamos fracos, quando somos convidados a esperar em Jerusalém o poder capaz de triunfar todos os obstáculos terrenos.

Não lastimemos nossa pobreza, quando nosso Pai, com riquezas inestimáveis, oferece a Seus filhos uma herança. Não nos rojemos como vermes na lama, quando é possível alcançar a visão dos passarinhos em voo. Ó almas cansadas, há um lugar de vitória constante em Cristo. 

Ó crentes, que tendes sede e fome de Deus, há uma resposta para cada anelo da alma! O nosso bondoso Pai é incapaz de implantar desejos inatingíveis. Se almejas saciar a sede, há água jorrando. Aquele que implantou em cada um de nós o anseio da plenitude da presença divina, está pronto a satisfazê-lo. Possui o Reino que nosso Pai vos oferece. Sai do mundo estreito para a liberdade gloriosa do reino espiritual. Olhai acima do visível, para o invisível. Entrai na posse da vossa herança. Acima do barulho e da confusão de um mundo atordoado pelo pecado, ouvi a Voz mansa e suave. Apossai-vos do Seu poder. Apossai-vos da plenitude do Espírito Santo. Entrai no gozo das glorias que o mundo não entende. Gravai na alma as convicções que vos comunicam, em segredo, o Espírito que Cristo prometeu mandar para ensinar todas as coisas. Estendei a vossa mão em busca dos recursos infinitos de um Pai Amoroso. Voltai os olhos para a Pátria Brasileira, que precisa hoje de um avivamento, Gemei e clamai pelas coisas grande e firmes que Deus nos prometeu. (R. M. A.)


quarta-feira, 6 de março de 2019

O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: RENOVAÇÃO ESPIRITUAL


Por Pr Glauco Barreira M. Filho
        As crianças são naturalmente alegres. Isso acontece porque ficam deslumbradas com o mundo, ou seja, com as estrelas, com as flores, com as cores, com as paisagens, etc. Tudo é novo, mágico, impressionante e maravilhoso. A vida é uma aventura, uma expedição para procurar coisas ainda não conhecidas.
        Quando a pessoa vai crescendo, tende a achar tudo normal. Tudo vai caindo na monotonia, na rotina. O corre-corre da vida impede a pessoa de parar para admirar o sol, as estrelas e os pássaros. O homem começa a perder sua humanidade, passando a viver como um animal para o trabalho e para a sobrevivência. Ele perde a capacidade de se deslumbrar com coisas simples. Começa a buscar novidades na tecnologia, mas todo o prazer nessas novidades vai começando a se tornar cada vez mais fluído, efêmero e insignificante.
        Os filósofos clássicos entendiam que a condição da verdadeira filosofia é o assombro metafísico, ou seja, uma espécie de deslumbramento com o mundo. Desse modo, o filósofo deveria retomar a expectativa infantil.
        O casamento também é semelhante a isso. O romantismo une duas pessoas num encanto angelical. O casamento é um sonho para muitas jovens (idéia do príncipe encantado) e um desafio poético para os homens. No entanto, os dilemas financeiros, as responsabilidades que aumentam com a chegada dos filhos, as tensões na convivência começam a trazer um certo desconforto. O casamento passa a ser um fardo e um peso. Os cônjuges já não se vêem como tais, mas como meros irmãos de sangue dentro de uma mesma família, pois a longa convivência lhes tirou a idéia de relacionamento amoroso. Alguns querem recuperar o romantismo em um amor proibido, o que leva ao adultério e ao desastre espiritual.
        Um pastor esclarecido e temente a Deus lutará para dar ânimo aos casais. Não o fará, porém, tentando recuperar o romantismo perdido, mas desvendando um novo. O antigo é irrecuperável, pois estamos debaixo de novas condições (a juventude já passou e os sonhos já não estão tão abertos, pois muita coisa já se consolidou). São mercenários os que querem fazer retiros românticos e forçar a barra para criar um ambiente romântico semelhante ao do princípio. Tais pessoas só aumentarão as frustrações.
        O que se quer no casamento duradouro é a descoberta de um novo romantismo. O desafio não é mais a conquista do outro, mas do tempo. É vencer o tempo pelo amor. Buscar a felicidade nas condições dadas, o companheirismo e as parcerias em desafios comuns. É preciso renovar o lar em Deus por constantes concertos, pactos de fidelidade e ações de graça. Trazer para o lar não fofocas, mas testemunhos. Criar o espírito de gratidão e não de lamento. Não ser conivente com os erros dos filhos, mas educá-los.
        Com respeito à igreja, há o mesmo desafio. Quando as pessoas descobrem a igreja verdadeira e a sã doutrina, se alegram muito. Elas se sentem na igreja primitiva com Pedro e Paulo. Acham que o arrebatamento da igreja ou um grande avivamento é iminente. Depois disso, chegam os dilemas da vida. O mundo começa a estreitar o caminho do crente. Para obedecer a Palavra terá que fazer renúncias, ter perdas. Surgem tensões, crises e  friezas. A pessoa, então, troca de igreja como quem troca de roupa, ou, então, se fica na sua igreja zelosa, fica com amargura, ressentimento e críticas.
        É preciso, então, uma renovação espiritual diária, uma busca incessante. Não podemos deixar de contemplar a Cristo, nem de ser tocado por sua glória. A Bíblia nos traz promessas sobre uma vida cristã que pode ser mantida sempre acesa.

“...nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação pelo Espírito Santo” (Tito 3: 5)

.”....Ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia” ( II Cor. 4: 16)

“...contemplando a glória do senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem...”(II Cor. 3: 18)

“E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça” (João 1: 16) 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: O INFERNO NA VIDA DO CRENTE


Por: Pr. Heládio Santos


No Evangelho de Marcos (9:49a), há uma expressão incomum: salgado com fogo. Dentro de um contexto cujo tema central é o inferno, lemos e meditamos nessa parte procurando obter a compreensão coerente, pois como alguém pode ser salgado com fogo?
            Na doutrinação cristã, ser salgado é compreender o valor do ensino, incorporá-lo através de uma vida santificada e transmiti-lo. Na verdade, é um conceito que abrange a conservação dos valores espirituais através de práticas morais constantes que devem passar de geração a geração. Essas virtudes comprovam a experiência de salvação, confirmando a novidade de vida alcançada. A conservação é necessária para preservação do cristão diante do mundo vil e da informação de que os bens espirituais são imutáveis, portanto, não estando sujeitos às mudanças culturais muito corriqueiras na contemporaneidade. A graça é o agente responsável por essa ação divina, funciona como o meio motivador/estimulador para nós vivermos a fé com dignidade. No entanto, existem outros elementos que promovem indiretamente determinação para obediência a Deus: a concepção do inferno para o bem de outros.
            O cristão sabe de sua liberdade da condenação vindoura. Nós estamos livres do terrível mal eterno. Contudo, muitas pessoas que estão ao nosso redor, aquelas que compartilham do nosso cotidiano, estão debaixo da escabrosidade condenatória, mas estão apáticas a sua realidade espiritual. Em vistas disto, o cristão, percebendo e discernindo a mal sobre ela, sentindo a condenação como se fosse dele, deverá se dispor com muito ânimo para viver uma vida moralmente correta a fim de ter reconhecimento ao recomendar a fé em Cristo para libertá-las de tão horrendo destino.
            Desta forma, ser salgado com fogo é ser estimulado pela percepção da condenação do inferno para com descrentes para vivermos uma vida santa. A vida devotada a Deus transmite e inspira fé no outro que está carente do dom celestial. O sentimento de piedade move o crente a tal procedimento, inclusive, fazendo de forma espontânea a renunciar muito daquilo que lhe faz bem para se ocupar com o bem do outro.

Reflexão publicada no Jornal Tocha da Verdade (Online), em 16 de novembro de 2014.

Fonte: https://jornaltochadaverdade.blogspot.com/2014/11/o-inferno-na-vida-do-crente.html


O ANTIGO QUE PERMANECE NOVO: COMO ALGUÉM CHEGA A CONVERSÃO?

Por: Pr. Glauco Barreira M. Filho

A Bíblia diz que a razão do homem caído está fora de eixo, por isso o homem não é tão inteligente para as coisas divinas como o é para coisas humanas.
“Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.” (Romanos 1: 22)
“Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus.” (Romanos 3: 11)
“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parece loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Cor. 2: 14)

        Em certo sentido, nem mesmo antes da queda, o homem alcançou o pleno conhecimento de Deus pela razão. Sempre foi necessária uma auto-revelação de Deus. No entanto, a razão humana era apta para reconhecer a revelação e acompanhar a sua lógica. Agora, o homem caído sempre está pondo em dúvida a revelação, quando não está deliberadamente contra ela. Isso se dá, principalmente, porque a carne oferece a mente argumentos. A vontade cativa do pecado, indisposta ao arrependimento, perverte a razão natural. O velho homem “se corrompe pelas concupiscências do engano” (Efésios 4: 22).

        A principal razão de as pessoas não aceitarem a verdade não é basicamente intelectual, mas é moral (II Tessalonicenses 2: 12). Apenas a desculpa é intelectual.

        Dentro dessas condições, o homem só pode vir a Cristo se for persuadido pelo Espírito Santo:

“E, quando ele (Espírito Santo) vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo” (João 16: 8)

        A persuasão do Espírito é mais moral e pessoal do que intelectual e geral.

        O crente deve pregar, argumentar e persuadir, mas deve estar convicto de que não é sua habilidade retórica que vai convencer o homem do pecado. É a unção do Espírito que faz penetrante o argumento. Na pregação, o que vale é “lógica em chamas” (Martin Lloyd-Jones). Se nós pensarmos na capacidade de nossa argumentação já perdemos a unção. Devemos depender do Espírito para convencer o pecador a vir à fé:

“Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, testificará de mim. E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio.” (João 15: 26, 27)

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição de fortalezas; destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo.” (I Cor. 10: 3- 5)

        O que precisamos não é ampliar os nossos conhecimentos filosóficos, nem desenvolver habilidades retóricas, mas, sim, buscar o poder do Espírito Santo, ser tocados pelo fogo pentecostal.

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra.”(Atos 1: 8)